segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Lidando com sentimentos de perda

Tenho lidado com sentimentos intensos e profundos, ultimamente. Uma sensação de perda enorme. De que está faltando uma pessoa muito importante em minha vida.



Sinto falta de ouvir a sua voz. De sentir o seu cheirinho bom de creme nívea. Do seu carinho meio enigmático. De caminhar de mãos dadas. Do seu adeus pela janela. Das suas mensagens via whatsapp. Das inúmeras dúvidas sobre o uso do computador. De seus desejos culinários. Dos pedidos de cosméticos. Das suas explicações mirabolantes para justificar seus gostos excêntricos. Da sua vaidade e autocuidado. Do gosto por esportes. Da sua determinação. Da sua disciplina. Da sua força interna. Da sua generosidade para com as pessoas. Do seu gostar sem julgamentos. Do seu jeito meio sisudo e reservado, que guardava um coração mole e de muita sensibilidade. Sinto falta de você, minha mãe. E de tudo o que a senhora representa para mim.  

É doloroso. Parece ser a dor da separação física. Da partida definitiva. E tão necessária para o crescimento de todos. Sinto que os sentimentos, pensamentos e sensações estão encontrando um novo lugar. Talvez um lugar no minha mente e no meu coração. Onde estarão sempre, comigo.

Esta dor é minha, entende? Estou no meu lugar de filha. E é neste lugar que quero estar e estou inteira. Pronta para sentir. 

Para quem está de fora, só peço calma. Esse é o meu tempo! 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Nada de Metas para 2017

Nos últimos anos, eu costumava escrever sobre minhas metas para o ano seguinte. Uma forma de manter o desenvolvimento pessoal, de tirar o melhor proveito da vida, de registrar as intenções aqui no blogue para compartilhar com os leitores, inspirar e, mais à frente, acompanhar a realização.



No final de 2016, eu não defini e nem escrevi metas para o ano novo. Sabe porque? A minha realidade não me permitia fazer planejamentos para o trimestre ou o semestre seguinte. Eu confesso que pensei a respeito e cheguei à conclusão que planejar, da mesma forma de antes, num momento de vida em que havia muita incerteza, não ia funcionar.

Compreendi que talvez se eu me organizasse para um espaço de tempo mais curto, poderia dar certo. Então, eu passei a funcionar por semana, às vezes, cheguei a planejar, tão somente, o dia. Porque era o necessário e o possível para a ocasião.

Esse tempo me testou. Foi um desafio descobrir uma nova forma de me organizar. Muitas vezes, eu me sentia como se não tivesse o controle da minha própria vida. E, sinceramente, nós não temos o controle mesmo. Apenas, teimamos e nos iludimos pensando que podemos controlar alguma coisa.

Creio que possamos escolher o que fazer com o que a vida nos apresenta. Sendo assim, por enquanto, não faz sentido para mim elaborar planejamentos anuais e metas. Prefiro deixar espaço para o inusitado.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Hoje me despedi da minha mãe

Depois de 9 meses de luta contra a leucemia, minha mãe partiu. Foram os meses mais difíceis e mais incríveis da minha vida.



Tudo começou em Dezembro de 2016, um mal estar e a descoberta da doença. Eu senti o chão faltar embaixo dos meus pés e um medo enorme tomou conta de mim. Minha mãe percebeu que era o início de um caminho difícil.

Os primeiros meses, ela seguia bem, estava forte fisicamente e lutava para manter sua independência. A fé era sua companheira. Eu percebi que eu precisava dar espaço a ela, então me mantive atenta e disponível o máximo que pude, muitas vezes, eu a observava de longe.

A primeira internação para transfusão de sangue foi um susto. Depois, entendemos que seria parte da rotina do tratamento. E que receber o sangue era uma benção que trazia força e bem estar para seguir adiante.

A convivência com minha mãe era diária, assim, pudemos conversar sobre assuntos importantes e que estavam guardados. Minha mãe tirou muitas fotos do baú da memória. Falava o que sentia, fazia pedidos e aprendeu a usar o whatsapp para ficar perto da família e dos amigos. Aprendeu, também, a pedir ajuda e a receber apoio de todos. E a dizer que estava difícil para ela.

Minha mãe tinha a fama de ser uma mulher forte que criou uma filha sozinha, que cuidou do pai e da mãe até o fim da vida. Herdei essa fama. Agora a sua força estava sendo testada. Assim como a minha também. Com o andar da doença enfrentamos momentos muito difíceis e que nos víamos frágeis e vulneráveis diante de algo que não podíamos mudar e era mais forte do que nós.

Os tempos em que minha mãe estava forte, eu até esquecia da doença e tentava viver como se não existisse. Percebi que aceitar o acontecido era muito, muito difícil, porque eu entendia que não havia cura e por isso a morte era uma realidade.

Em maio de 2017, veio a notícia que eu temia. A quimioterapia deixou de fazer efeito. Com isso, minha mãe começou a ficar debilitada e iniciou uma série de complicações. As internações se tornaram mais frequentes. Em julho foi feita uma nova tentativa de quimioterapia sem sucesso.

O mês de Agosto foi o mais complicado, intenso e triste. Mais complicações. UTI. Uma breve recuperação, seguida de outra piora e volta para UTI. Nesse momento, o médico me chamou para conversar. Que difícil, Meu Deus! 

Houve uma breve recuperação final, quando nossos parentes chegaram para vê-la. Após todas as despedidas, minha mãe partiu.

Os momentos incríveis ficaram por conta da proximidade e intimidade que construí com minha mãe. Estávamos disponíveis para isso e sentindo que era o momento. Vivemos uma espécie de reconciliação mútua. Apesar de todo sofrimento envolvido nesse adoecimento, nós tivemos a oportunidade de abrir o coração e deixá lo leve, em paz e pleno de Amor.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Experiência: apenas com o dinheiro no bolso

Às vezes uma saída sem pretensão, pode trazer algumas situações novas e algum aprendizado.




Era fim de tarde de sábado, clima ameno na companhia da minha filha. Logo após acordarmos de uma soneca revigorante, resolvemos sair para saborear uma delícia de donut e dá uma volta, ali na vizinhança.

Ao me arrumar, resolvi levar apenas o dinheiro no bolso e o celular. Deixei a bolsa e as chaves do carro. Queríamos andar um pouco e desfrutar a companhia uma da outra.

Sabe aqueles momentos únicos que acontecem na vida da gente? Pois é, algo simples onde encontrei o desprendimento da carga que carrego diariamente. Vivi o foco no que é importante e senti uma liberdade enorme.

Essa pequena volta, se transformou numa caminhada maior e, ao final, numa necessidade de passar no supermercado. Eu levei pouco dinheiro, então, tivemos que eleger o que levaríamos para casa e fazer as contas de cabeça para ver se o dinheiro seria suficiente. Daí, a filha me disse que é assim que ela costuma fazer! Confesso que fiquei pensativa.

Percebi que é muito bom ter um limite claro e definido de quanto será empregado em algo, para saber o que é permitido e o que não dá para fazer. É uma boa maneira de controlar os recursos e para se ter em mente que não é possível ter tudo na vida.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Alimente seus propósitos pessoais com pequenas mudanças em sua vida

Como falei um pouco no post vamos-desenferrujar-e-colocar-vida.minimalista em movimento venho sentindo que é momento de reavivar o minimalismo em minha vida, e para isso estou me desafiando a diminuir alguns gastos.





Cheguei à conclusão que está na hora de colocar a vida minimalista em movimento por vários motivos. Primeiro porque percebi que a prática estava ficando meio esquecida e eu estava consumindo um pouco mais, depois assumi compromissos comigo mesma e para honrar esses compromissos preciso deixar de consumir roupas, por exemplo, para conseguir pagar minha psicoterapia. É uma questão de prioridade. Estou me dedicando a meu crescimento, aprendendo a lidar com as situações do cotidiano e a perceber a vida de uma forma ampla. Gosto de alimentar e nutrir as coisas boas da vida, pois aquilo que é bom e me faz bem, faz com a minha vida cresça e prospere sempre. 

Esses dias, em uma noite insone, resolvi arrumar meu armário de roupas. O inverno começou por aqui, e meus vestidos de verão seguiam pendurados nos cabides. Então, resolvi organizar. Guardei as roupas de verão e deixei as de inverno mais a vista. Enquanto fazia isso, aproveitei para olhar todas as peças com cuidado e fazer um revisão. A partir disso, separei peças para doação por falta de uso e porque eu descobri que as cores das peças não me favoreciam. Fiz uma análise de coloração pessoal e com isso, estou começando a usar cores novas e estou deixando de usar preto, por exemplo. Entendi porque uma blusa azul que eu gostava, infelizmente, me deixava com cara de doente. Separei calças e casacos para levar na costureira, emagreci um tanto e como gosto muito das minhas calças jeans, achei que valia à pena reformá-las. Peguei esses dias e ficaram ótimas! Separei uma bolsa e uma bota para conserto também. Um bom sapateiro pode deixar os calçados como novos!



Pense comigo! Ao olharmos com cuidado para o que temos em casa, vamos ver que possuímos muitos recursos à nossa disposição e que dá para usá-los de várias maneiras. Eu falei de algo simples, no caso roupas, porém, esse exercício você pode fazer com seus itens de cozinha, móveis, decoração, livros, idéias, projetos e com sua alimentação. É uma questão de ampliar a visão, de usar um pouco da criatividade e de tentar ousar fazendo algo de forma diferente.

Então?! Vamos nos movimentar e começar a fazer pequenas mudanças?

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Fazendo bom uso da tecnologia disponível, fugindo do sonho virtual

A tecnologia é algo que parece fazer parte da vida da maioria das pessoas. É comum o uso de computadores, tablets e smartphones nas atividades do cotidiano, muitas vezes, penso em como vivíamos antes de toda essa tecnologia. Por meio dos celulares temos acesso a muito. E esse celular que facilita a vida, também, pode atrapalhar.




Que a tecnologia é necessária, não resta dúvida. A questão é como fazer bom uso dela. Escolher a forma e quando usar é o primeiro passo. Convenhamos, é muito fácil pegar o celular e a partir de um toque na tela, se perder por horas.

O bendito celular se transformou em uma extensão do nosso próprio corpo. Quem já se sentiu meio perdido ao esquecer o celular em casa? Por meio dele resolvemos coisas práticas, como pagar contas sem sair de casa, por exemplo, gosto disso e uso muito. Temos a possibilidade de obter informações de modo rápido e nos mantermos atualizados. O mais incrível, na minha opinião, é a possibilidade de me manter em contato com as pessoas.

Para mim, o fato de poder falar com minha família com facilidade é algo sensacional, ajuda, conforta, facilita o dia-a-dia. Mas, lembre-se, uma mensagem por whatsapp não substitui uma conversa ao vivo, em cores e pessoalmente, viu?! Não, mesmo!!! Nada de terminar namoro por whatsapp!

O Minimalismo vem gritando: o que é importante para você, de verdade?

Tudo isso seduz. As redes sociais são uma revolução. Parece uma enxurrada de informações sem fim, um assunto leva a outro, que leva a outro. Sério! É preciso estar atento, pois do contrário, a enxurrada vai nos levando embora, não sei pra onde. O celular vai ocupando mais e mais espaço na vida. Ele vai corroendo o tempo de trabalho, de estudo, de lazer e, o mais assustador, ele vai comendo o tempo que você poderia se dedicar aos seus relacionamentos com sua família e amigos! Ele vai te deixando ausente, mesmo estando presente! Perdido em meio a cliques enquanto o jantar com seu filho, amigo, namorado está passando. Detalhe, esse tempo aí não volta mais! Daí, chega uma hora que é preciso acordar desse sonho virtual e repensar. Sei que sou a "rainha" do repensar, mas é preciso, né não? É urgente!!!

Eu estou fazendo isso agora mesmo e como eu deixei que o danado do celular ocupasse muito espaço na minha vida, estou pensando em algumas atitudes que vou tomar, a partir de hoje, para sair do automático na presença do smartphone.

- Ao acordar pelo despertador do celular, simplesmente desligar e levantar. 

- Configurar o whatsapp para aparecer e soar apenas as notificações dos meus contatos favoritos.

-  Verificar o e-mail pessoal quando chegar ao trabalho e ao final do dia.

- Verificar o e-mail profissional e mantê-lo aberto ao longo do dia.

- Acessar grupos do whatsapp, Facebook, Instagram e Pinterest  ao final do dia. Não usar à noite quando chegar em casa. Nos finais de semana, usar uma vez ao dia.

- Acessar Youtube apenas nos finais de semana, uma vez ao dia.

- Fotografar quando oportuno, mas priorizar o viver as experiências. 

- Não postar fotografias de momentos pessoais nas redes sociais.

Junto a tudo isso a ideia é viver as experiências da vida. Lembrando que embora as redes sociais sejam a revolução desse tempo, muito do que está postado ou compartilhado é propaganda de venda de produtos, serviços e de uma vida de fantasia.

E aí, faz sentido para você?

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Vamos desenferrujar e colocar a vida minimalista em movimento??

Pois é, ando meio perdida na minha vida minimalista. Verdade! Sinto que algumas coisas estão consolidadas e outras nem tanto. Para sair desse estágio, percebo que está na hora de me desafiar novamente. Quero uma dose extra de energia para fazer a vida minimalista alcançar um novo patamar! Vamos juntos?



Sejamos honestos. Há algumas áreas da nossa vida que são mais desafiantes, não é mesmo? Quando nos deparamos com alguma questão relacionada a ela, a chance de estarmos repetindo aquele comportamento é grande. Assim ao transitar por esse espaço é preciso tomar cuidado.

De todo modo, acredito que a cada vez que retornamos a um ponto delicado, temos a chance de avançar um pouco, deixar de "pisar em ovos" e aprender mais como lidar com essa tal dificuldade.

Em termos de minimalismo e de mudança de hábitos de consumo, confesso que ainda encontro dificuldades. Mesmo com 4 anos de prática, há momentos da minha vida que consumo mais que o necessário; uma espécie de descontrole, distração e instabilidade emocional toma conta de mim e eu entro no consumo desnecessário. Portanto, esse é um terreno delicado para mim.

Por isso, vou me desafiar a diminuir o uso do velho cartão de crédito e a não comprar roupas por algum tempo. Quero dizer que o consumo atual não é nem de longe igual ao consumo de 2013, mas quero avançar um pouco mais e acho que vale à pena o desafio.

E por aí, Minimalismo caminhando?

Lidando com sentimentos de perda

Tenho lidado com sentimentos intensos e profundos, ultimamente. Uma sensação de perda enorme. De que está faltando uma pessoa muito importan...