segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Destralhe nível avançado! E nova etapa de vida.

Ultimamente ando num clima de mudança de casa e de vida. Não da minha casa, mas de pessoas próximas e eu me envolvi nesse movimento.




Acontece que, após a conclusão de ciclos e pelas circunstâncias da vida, participei da desconstrução de duas casas. Muitos objetos foram doados, alguns permaneceram nos lugares e outros, como roupas, calçados, livros, fotos, eletrodomésticos portáteis, utensílios de cozinha e de limpeza, foram trazidos para minha casa. Uns estão na cozinha, outros no guarda-roupas, nas gavetas e na garagem. Tudo para que eu pudesse pensar mais um pouco e decidir o destino que eu daria a cada um, dentro do que fosse da minha responsabilidade.

Fizemos uma boa movimentação em casa e a maioria dos objetos estão devidamente separados. Tem algo para ser visto, digamos que estou na etapa final. Busquei dentro de mim alguma coragem, poder de análise, desprendimento e organização. Os moradores dessas duas casas seguiram outros rumos na vida.

Já que eu estava trabalhando nesse destralhe, aproveitei e fiz uma limpeza no meu armário também. Revi minhas roupas, calçados, lenços, bolsas, acessórios, maquiagens, cosméticos e produtos para cabelos. Revisitei, também, objetos muito pessoais que trouxeram lembranças e emoções. Eu me desfiz de muito do que estava por ali, depois de pensar muito a respeito, numa intenção de me despedir, deixar ir o que era preciso e abrir espaços para o novo. Escolhi para ficar comigo apenas alguns objetos importantes e criei três caixas do coração.

Ao longo do processo, entrei em contato com emoções, vivi todas elas, senti e busquei me encontrar a partir desse movimento. Encontrei muitas coisas, muitas mesmo. Algo que não gostava, outras que não usava e aquelas que não faziam mais sentido para mim. Encontrei presentes perdidos, aos quais dei novo significado. Encontrei do que gosto, do que dizem muito sobre quem sou e do que trouxeram lembranças de épocas importantes da minha vida. Alguns eu guardei, outros eu, também, deixei ir. Porque chega o momento de desapegar no sentido mais amplo da palavra.

Percebi que essa dinâmica acontece constantemente e parece estar ligada com o momento de vida, sabe?!  É verdadeiro, orgânico. É a vida acontecendo e você vivendo intensamente, presente a todo momento. Acredito que essa fase de desorganização interna e retomada do fio condutor, já está resultando em algo novo. Estou me reconstruindo, entende? Construindo uma nova etapa da minha vida. Reconstruindo uma nova Andreia.

Seguem algumas fotos do meu trabalho. Eu utilizei parte da metodologia Marie Kondo de arrumação da casa. Não tirei fotos de tudo, mostro apenas uma parte, creio que o suficiente para que você possa ter uma ideia do que fiz! E quem sabe você possa se inspirar e organizar algo por aí!


Lenços, echarpes e cachecóis dobrados. Faziam muito volume e eu não
conseguia ver todos os lenços que estavam nas caixas.

Lindinhos em formato de rolinhos. Assim posso ver todos eles,
facilita a escolha e o uso dos meus "xodós"!

Batons com data de validade vencida.
Eu descartei todos.

Maquiagens com data de validade vencida.
Eu descartei todas.


Casacos organizados por cor e tipo.
E alguns vestidos que ficam melhor no cabide.


Vestidos, camisetas, saias e roupas de
academia.

Casacos de lã e fio organizados. Agora eu vejo todos!! 


Parte dos objetos separados para doação. Esta semana a ONG vem buscar em casa.
Tudo será destinado às famílias que vem buscar tratamentos de combate ao câncer
para suas crianças, em Curitiba.


sábado, 6 de janeiro de 2018

Estou pronta para 2018!

2018 começou e ainda estou pensando a respeito do que eu vivi em 2017. Fico, aqui, lembrando e revivendo os acontecimentos, tentando descobrir como será minha vida daqui para frente.



O Natal e a virada de 2016-2017 já foram diferentes do habitual mostrando como seria o próximo ano. Cheio de sustos, surpresas e a presença do desconhecido. Lidei com o medo da perda, da ausência e do abandono. Senti muito medo de ficar sozinha nesse Mundo. Afinal, éramos eu e ela!

Eu procurava dividir um pouco do que eu sentia com as pessoas próximas, era muito bom, sentia um alento e um alívio. Mas quando eu me deitava, depois de um dia longo, muitos pensamentos bailavam na minha mente. Ali, comigo mesma, eu entendia que eu precisava encontrar um lugar dentro de mim para lidar com tudo aquilo.

Em 2017 eu descobri muitas coisas sobre a vida, sobre mim e sobre as pessoas. Foi um ano sofrido e que eu encontrei uma fortaleza dentro de mim. Eu descobri que sou capaz de me superar, de ir além das minhas habilidades atuais, apesar do medo. Que sou capaz de tomar iniciativa e resolver situações difíceis. Que eu posso fazer o meu melhor, mas algumas vezes, alcançar um bom resultado final não depende de mim e que o bom é  relativo.

Descobri que eu tenho limitações. Tem muitas coisas que eu não posso fazer. Não posso evitar que uma pessoa querida adoeça repentinamente. Mas posso estar ao lado dela e oferecer amor, compreensão e companhia. Não posso evitar o seu sofrimento, mas posso ouvi-la, levar suas frutas favoritas e as castanhas de que gosta. Posso fazer companhia num passeio ou para comer o seu sanduíche predileto. 

Descobri que levei uma vida evitando conversar sobre assuntos difíceis e aprendi que quando se está disponível, as conversas acontecem e os nós se desatam. E que a disponibilidade precisa ser mútua, que é preciso coragem e abertura de coração para ouvir e falar com amor.

Descobri que o amor às vezes está disfarçado atrás de uma raiva. E que muito dessa raiva se dissolve quando entendemos que as pessoas são diferentes, e elas são o que são e não o que gostaríamos que elas fossem. E ao reconhecer isso, percebi o amor que eu sentia e que ele era muito maior que as diferenças ou defeitos que possam existir.

Descobri que é importante procurar desenvolver o amor próprio, que os pais, filhos e companheiros te amam, mas você precisa se amar primeiro e buscar preencher o seu coração, sua mente e seu corpo com o seu amor. Assim você torna os relacionamentos mais leves.

No início do texto, eu falei de um medo do desconhecido, não é? Pois então. Percebi que andei pelo desconhecido nesse último ano, e que na verdade, o desconhecido está presente na minha vida, na sua vida, nas nossas vidas. A vida é um desconhecido e eu já estou vivendo isso. A vida já está diferente e eu estou encontrando modos de seguir em frente.

Estou pronta para você, 2018! 


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Você é feliz?

Se partimos do princípio que todos os seres humanos querem ser felizes e que a felicidade é algo pessoal. Eu te pergunto, o que é a felicidade?




Certamente você vai me dizer o que é a felicidade para você, de acordo com os seus parâmetros. Assim, a felicidade poderá ser a sua família, o seu filho, a sua profissão, o seu casamento, a sua realização; talvez, uma viagem, uma boa casa, um carro ou uma conta bancária recheada. Enfim, será algo diferente para cada pessoa, não é mesmo?

Ao dizermos o que nos deixa felizes, talvez, estejamos confundindo o bem estar com a felicidade. Viver bem com sua família e seu companheiro, trabalhar com algo que você goste e que te dê um bom sustento, uma casa confortável, boas viagens e estabilidade financeira, tudo isso são situações de vida que te proporciona bem estar. Mas isso não é felicidade. Isso é bem estar. 

Estamos chamando de felicidade o bem estar provocado pelo consumo e pelo conforto. Aí que mora o perigo! Porque algo que eu consumi hoje, amanhã não terá o mesmo brilho. Daí, amanhã eu procuro outra coisa interessante para consumir. Essa lógica também se aplica aos relacionamentos. Se o meu relacionamento atual não está bom, descarto esse e eu busco um outro. Passamos a buscar algo novo constantemente, numa eterna insatisfação. E essa busca constante nos torna infelizes. Dessa forma, parece que a felicidade é algo transitório. Hoje eu a tenho, amanhã, ela me fugiu.

De acordo com o filósofo Aristóteles, a felicidade é a finalidade última da existência humana. Portanto é um estado que não muda. Eu não estou feliz. Eu sou feliz!

Mais uma vez, segundo o filósofo, confundimos os fins e os meios. A felicidade é um fim. Os meios são os recursos que utilizamos para chegar à felicidade. Às vezes colocamos a felicidade como meio para alcançar algo. Quando eu estiver feliz, viverei um bom relacionamento. E esquecemos que esses meios acabam. E a felicidade não.

Assim, eu te pergunto novamente, o que é a felicidade?

Aristóteles nos deixa uma dica.

"A felicidade são as coisas que não podemos perder". 

A felicidade como algo que vamos ter para sempre porque não depende de nada, não depende do outro, depende de nós.



Fonte: Vídeo Casa do Saber, disponível no Youtube. Fala do Prof. Dr. Luís Mauro Sá Martino.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Você tem fome de quê?

Tempos atrás eu fiz uma reflexão bem interesse sobre a possível causa do consumo por impulso e sem motivo. Da reflexão nasceu o texto  O acúmulo de objetos e o vazio existencial . Andei me perguntando como eu poderia dar um passo adiante após as conclusões que cheguei.





Bem... percebi que o acúmulo de objetos é uma maneira de tentar preencher o vazio existencial e que tentar preencher esse espaço emocional com algo material não funciona. Então, a partir disso, o que posso fazer para avançar no entendimento dessa questão?

O vazio existe. Afirmo porque eu o sinto tão forte e profundamente, como se eu pudesse tocá-lo. É a sensação de um espaço vazio aqui dentro e que não há o que o preencha. Há dias que não o sinto, como se ele não existisse ou resolvesse me dá uma folga. Há dias em que ele me lembra da sua presença na ausência de algo. Dói.

Quando me vejo tomada por essa ausência sem nome, o meu impulso é buscar algo para tapar esse buraco e acabar com essa dor. Aprendi que a sensação de preenchimento é momentânea. Passa e o vazio volta. Bem ali, no mesmo lugar!




O que seria esse vazio e o que eu poderia fazer com ele, de tal modo que o incômodo incomodasse menos? Entendi que essa ausência são todos aqueles desejos, ideais e sonhos não realizados, frustrados, sequer pensados, muitas vezes, desacreditados e que não passaram de semente. A possibilidade não realizada me traz a sensação de que falta algo. Insatisfação. Vazio. Buraco.

Esse famoso vazio se assemelha aquela carência afetiva por carinho e atenção, sabe? Por mais que se receba amor dos pais, companheiro, filhos, bichinhos e amigos, ainda assim, existe um lugarzinho aqui que segue sedento. Entende a analogia? Por mais que se tente preencher, ainda falta algo.

Parece que não dá para "acabar" com o buraco existencial. Talvez o mais inteligente é encontrar um jeito de conviver com ele, reconhecendo, aceitando e deixando que ele faça parte da vida. A frustração também é parte da vida. Ora, os desejos, ideais e sonhos frustrados também contam um pouco de nossa história. Sabe aquele relacionamento que não deu certo ou aquela entrevista de emprego que não recebeu retorno? Então, isso é vida! Viver as frustrações e seguir adiante, é força. É experiência. Por outro lado, a partir desse vazio também podemos construir novos desejos, ideais e sonhos. Vida.

Percebo que estou começando a ter uns lampejos de entendimento. O buraco existencial e a carência afetiva podem ser supridas, em parte, pelas pessoas, por objetos e por si mesmo. Assim, um lugar vazio sempre vai existir e não poderá ser suprido por nada ou ninguém. E Arte da vida consiste em conviver em harmonia com esse espaço. É humano. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Aprenda sobre a dinâmica da vida

Repensar é meu lema. Aprendi que flexibilizar os pensamentos e atitudes conforme a situação é algo sábio. E surpreendente.




Aparentemente, ter regras e definições claras facilita a vida, assim quando aparece o problema, é só aplicar as diretrizes! Nã, não... Não se engane! Descobri que regras e definições demais deixa a vida estática. E a vida por si é dinâmica. É preciso movimento para existir vida.

Mesmo que você encontre uma situação parecida com algo que você já viveu. A situação nova é diferente. O tempo passou, você mudou e, o cenário é outro. Você está diante de algo nunca visto antes. A sua experiência é válida como background e, assim como, a maturidade é positiva. No entanto, na hora que surge uma nova história, é hora de botar a cabeça para pensar, dialogar e buscar uma nova alternativa.

Parece algo intrínseco à vida. E se pensarmos sobre várias situações que vivemos, no papel de pai, mãe, filho, amigo, profissional, talvez esse raciocínio faça sentido para você.

Para mim, ser mãe é algo que me ensina a aprender e reaprender a viver todos os dias. Cada nova fase da vida das meninas corresponde a uma nova fase da minha vida. Quando elas eram bebês, eu lidava com certas situações, depois vieram a infância, a adolescência, a fase universitária, a fase adulta, e novas situações continuam surgindo. É dinâmico, há movimento. Eu me vejo superando dificuldades pessoais e estreando um novo modo de resolver as questões da vida o tempo todo. É uma maneira de viver, sabe? Se você não é mãe ou pai, o mesmo acontece no se relacionar com seus pais, irmãos, amigos, chefe.

Cheguei à conclusão que são nos relacionamentos que verdadeiramente se aprende sobre a vida. É como se fosse um treino para o que acontece nas várias esferas. É a base para o desenvolvimento na vida. Estou feliz por sentir a grandeza dos relacionamentos e por estar disposta a adentrar nesse mundo.

Te convido a pensar sobre a importância dos relacionamentos em sua vida e sobre a forma como você se relaciona, bem como, sobre o que isso diz sobre você.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Abrindo o baú de memórias

Ultimamente, estou às voltas com as lembranças que surgem a cada vez que tenho contato com os pertences da minha mãe.




Coube a mim a tarefa de decidir o que fazer com seus objetos. Para isso, eu estou olhando minuciosamente todos eles, desde roupas à documentos.

Num primeiro momento, eu pensei que era uma quantidade enorme de coisas. No entanto, depois de encontrar fotos de infância, boletim do Colégio e convite de formatura, percebi o valor de tudo aquilo. Um valor muito maior que o objeto em si.

Fiz algumas viagens no tempo e lembrei de uma época muito boa. Eu me questiono se é preciso descartar tudo mesmo, sabe? São objetos que me remetem há momentos tão importantes da minha vida, que eu creio que vale à pena guardar a carteirinha do Colégio Marista. Fotos e outras coisas. Além de objetos da minha avó, os quais herdei também.

Não terminei de rever os pertences, creio que ainda leva um tempo. É como se eu precisasse reviver as memórias para seguir em frente. Certa de que elas estão ao meu alcance para revisitá-las sempre que eu quiser.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Nada de Metas para 2017

Nos últimos anos, eu costumava escrever sobre minhas metas para o ano seguinte. Uma forma de manter o desenvolvimento pessoal, de tirar o melhor proveito da vida, de registrar as intenções aqui no blogue para compartilhar com os leitores, inspirar e, mais à frente, acompanhar a realização.



No final de 2016, eu não defini e nem escrevi metas para o ano novo. Sabe porque? A minha realidade não me permitia fazer planejamentos para o trimestre ou o semestre seguinte. Eu confesso que pensei a respeito e cheguei à conclusão que planejar, da mesma forma de antes, num momento de vida em que havia muita incerteza, não ia funcionar.

Compreendi que talvez se eu me organizasse para um espaço de tempo mais curto, poderia dar certo. Então, eu passei a funcionar por semana, às vezes, cheguei a planejar, tão somente, o dia. Porque era o necessário e o possível para a ocasião.

Esse tempo me testou. Foi um desafio descobrir uma nova forma de me organizar. Muitas vezes, eu me sentia como se não tivesse o controle da minha própria vida. E, sinceramente, nós não temos o controle mesmo. Apenas, teimamos e nos iludimos pensando que podemos controlar alguma coisa.

Creio que possamos escolher o que fazer com o que a vida nos apresenta. Sendo assim, por enquanto, não faz sentido para mim elaborar planejamentos anuais e metas. Prefiro deixar espaço para o inusitado.

Destralhe nível avançado! E nova etapa de vida.

Ultimamente ando num clima de mudança de casa e de vida. Não da minha casa, mas de pessoas próximas e eu me envolvi nesse movimento. ...