sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Você é feliz?

Se partimos do princípio que todos os seres humanos querem ser felizes e que a felicidade é algo pessoal. Eu te pergunto, o que é a felicidade?




Certamente você vai me dizer o que é a felicidade para você, de acordo com os seus parâmetros. Assim, a felicidade poderá ser a sua família, o seu filho, a sua profissão, o seu casamento, a sua realização; talvez, uma viagem, uma boa casa, um carro ou uma conta bancária recheada. Enfim, será algo diferente para cada pessoa, não é mesmo?

Ao dizermos o que nos deixa felizes, talvez, estejamos confundindo o bem estar com a felicidade. Viver bem com sua família e seu companheiro, trabalhar com algo que você goste e que te dê um bom sustento, uma casa confortável, boas viagens e estabilidade financeira, tudo isso são situações de vida que te proporciona bem estar. Mas isso não é felicidade. Isso é bem estar. 

Estamos chamando de felicidade o bem estar provocado pelo consumo e pelo conforto. Aí que mora o perigo! Porque algo que eu consumi hoje, amanhã não terá o mesmo brilho. Daí, amanhã eu procuro outra coisa interessante para consumir. Essa lógica também se aplica aos relacionamentos. Se o meu relacionamento atual não está bom, descarto esse e eu busco um outro. Passamos a buscar algo novo constantemente, numa eterna insatisfação. E essa busca constante nos torna infelizes. Dessa forma, parece que a felicidade é algo transitório. Hoje eu a tenho, amanhã, ela me fugiu.

De acordo com o filósofo Aristóteles, a felicidade é a finalidade última da existência humana. Portanto é um estado que não muda. Eu não estou feliz. Eu sou feliz!

Mais uma vez, segundo o filósofo, confundimos os fins e os meios. A felicidade é um fim. Os meios são os recursos que utilizamos para chegar à felicidade. Às vezes colocamos a felicidade como meio para alcançar algo. Quando eu estiver feliz, viverei um bom relacionamento. E esquecemos que esses meios acabam. E a felicidade não.

Assim, eu te pergunto novamente, o que é a felicidade?

Aristóteles nos deixa uma dica.

"A felicidade são as coisas que não podemos perder". 

A felicidade como algo que vamos ter para sempre porque não depende de nada, não depende do outro, depende de nós.



Fonte: Vídeo Casa do Saber, disponível no Youtube. Fala do Prof. Dr. Luís Mauro Sá Martino.

Um comentário:

  1. Andreia,

    Maravilhoso o seu post!
    Realmente confundimos felicidade com bem estar e para piorar, confundimos também os fins com os meios. Me identifiquei muito com o que disse.
    Após a leitura, percebi que autoconhecimento e consciência do que é realmente a felicidade são fundamentais para que a alcancemos verdadeiramente.

    Abraços,


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